A entidade atua, hoje, na defesa dos interesses das empresas de base florestal, grande responsável pela geração de empregos nas áreas rurais e pela promoção de atividades ambientalmente sustentáveis, que contribuem para o desenvolvimento e o crescimento da economia do país.
A ABAF desenvolve atividades que têm como principal foco o uso racional das florestas, o crescimento e o ordenamento do setor florestal, zelando pela preservação do meio ambiente, responsabilidade social, sustentabilidade e viabilidade econômica.
Trata-se de associação que exerce atividade de relevante interesse público e que hoje vive importante momento, em razão mesmo da eleição de nova diretoria, mas também do papel de destaque que o nosso Estado passou a ocupar nos últimos anos no que se refere a essa seara.
Isto porque, de acordo com o anuário estatístico da Abraf , ano base 2009, publicação nacional e que teve lançamento oficial no último dia 27 em Brasília, em grande evento que contou com a presença de grande parte do setor produtivo e político brasileiro, restou comprovado o relevante papel e os gandiosos benefícios econômicos das florestas plantadas no fornecimento de matéria‑prima para o desenvolvimento industrial do país, os quais são incontestáveis e confirmados pela participação no mercado global e nacional de produtos florestais, conforme dados técnicos referida publicação.
Mas não é só: os investimentos em programas de responsabilidade social (programas sociais, nas áreas de saúde, educação e educação ambiental) foram mantidos, e representando investimento de cerca R$ 115 milhões em 2009. Apenas a título de exemplo, cumpre anotar que do total de tributos arrecadados em 2009, a contribuição do setor de florestas plantadas do Brasil foi de estimados R$ 8,15 bilhões, representando 0,75% de participação deste setor no total do Brasil.
Igualmente, a estimativa total de empregos (primário e processamento industrial) no segmento de florestas plantadas, em 2009, foi de 3,9 milhões incluindo os diretos (535,0 mil), indiretos (1,26 milhão) e empregos resultantes do efeito‑renda (2,16 milhões). Somente Em 2009, o conjunto das associadas individuais da ABRAF colaborou com um total de 88,3 mil empregos, compreendendo recursos humanos próprios e de terceiros, dentre os quais 40% são vinculados à indústria e 60% às atividades de silvicultura.
Na esfera ambiental, o Brasil, é relevante informar, possui 517,09 milhões de hectares2 com florestas nativas, sendo que deste total aproximadamente 0,34% encontra‑se preservado pelas empresas do setor de florestas plantadas, além dos inúmeros investimentos voltados à promoção de vários programas de proteção ao meio ambiente e conservação dos recursos naturais nas regiões onde atuam, totalizando o montante de R$ 14,5 milhões (2009) e beneficiando 1,5 milhões de pessoas em 151 municípios.
Nesse cenário a Bahia assume papel proeminente. No nosso Estado o crescimento da área de florestas plantadas foi da ordem de 6%, mais do que o dobro do índice nacional, com acréscimo de 36.780 ha, elevando-o ao quarto lugar entre os estados que possuem área de florestadas plantadas. Considerando apenas as áreas de plantio de eucalipto, a Bahia fica em 3º lugar com 628.440ha, representando 14% da área total, atrás apenas de SP (23%) e MG (29%).
Daí a grande relevância do setor para o Estado da Bahia, com destaque para sua associação representativa ABAF, cujos desafios do presidente eleito, Leonardo Genofre,transcendem os interesses de suas empresas representadas.
A defesa da agilidade dos procedimentos administrativo, especialmente os de licenciamento ambiental, a solução dos gargalos da infra-estrutura, com destaque para o de transporte e escoação da produção, a defesa da implementação de políticas públicas específicas para o setor, com a criação de câmara setorial, e de uma distribuição tributária mais razoável, entre outras demandas serão, neste passo, de fundamental importância, não só para as suas associadas, mas para o Estado e para o seu desenvolvimento econômico, social e ecologicamente equilibrado.
* Por Georges Humbert, advogado, professor e mestre em direito do estado, é o atual secretário executivo da ABAF.